Homem que roubou músicas inéditas de Beyoncé é condenado à prisão

Homem que roubou músicas inéditas de Beyoncé é condenado à prisão

Beyonce com vestido dourado brilhante e luvas longas, segurando um prêmio e discursando em um microfone no palco, com fundo desfocado e faixa ao fundo.

Homem que roubou músicas inéditas de Beyoncé é condenado à prisão

Kelvin Evans arrombou carro da equipe da cantora durante a turnê Cowboy Carter, levou pen drive com faixas exclusivas e agora terá de cumprir dois anos de reclusão nos Estados Unidos


A Justiça americana condenou a dois anos de prisão o homem responsável por roubar drives contendo músicas inéditas de Beyoncé, em julho de 2025. O caso ganhou repercussão internacional por envolver uma das maiores estrelas da música pop mundial e ocorrer nos bastidores de uma das turnês mais aguardadas dos últimos anos: a Cowboy Carter Tour.

O crime aconteceu enquanto Beyoncé se apresentava em Atlanta, no estado da Georgia, nos Estados Unidos. Kelvin Evans, de 41 anos, aproveitou a movimentação do evento para agir: arrombou um veículo alugado pela equipe da cantora, roubou bagagens e, entre os pertences levados, estava um pen drive com gravações inéditas que pertenciam à produção do show.

Evans se declarou culpado perante a Justiça. Além da pena de dois anos de reclusão, ele foi condenado a cumprir três anos de liberdade condicional após o término da prisão. De acordo com a BBC, o réu firmou um acordo com o Gabinete do Procurador Distrital do Condado de Fulton antes mesmo do encerramento formal do julgamento — o que explica tanto a declaração de culpa quanto a negociação da sentença aplicada.


O roubo nos bastidores da turnê Cowboy Carter

A Cowboy Carter Tour foi um dos eventos mais comentados do mundo artístico em 2025. Com apresentações grandiosas, produção milionária e uma equipe enorme de profissionais, a turnê movimentou cidades inteiras nos Estados Unidos. Foi justamente nesse contexto de grande visibilidade — e de logística complexa — que Kelvin Evans encontrou uma brecha para agir.

Em 8 de julho de 2025, Evans invadiu um Jeep Wagoneer que havia sido alugado pelo coreógrafo Christopher Grant e pelo dançarino Diandre Blue, dois profissionais diretamente ligados à produção dos shows de Beyoncé. Ao retornarem ao veículo, os dois encontraram a janela completamente estilhaçada e as bagagens desaparecidas.

Entre os itens subtraídos estava o pen drive com faixas inéditas da cantora — um material de altíssimo valor artístico e comercial, cujo conteúdo poderia comprometer futuros lançamentos da artista caso fosse divulgado ou negociado indevidamente. A gravidade do roubo, portanto, ia além do valor material dos objetos levados: tratava-se de propriedade intelectual sensível de uma das músicas mais influentes do planeta.


As câmeras de segurança e a prisão do suspeito

A investigação foi conduzida pelas autoridades do Condado de Fulton e contou com um elemento decisivo: as imagens das câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local do crime.

Durante a seleção do júri, ocorrida em 11 de maio de 2026, foram exibidas gravações que mostram Evans ao volante de um Hyundai vermelho, estacionando o carro próximo ao Jeep alugado pela equipe de Beyoncé. Em outra câmera, o suspeito aparece chegando a um prédio carregando malas que, segundo as autoridades, provavelmente pertenciam a Christopher Grant e Diandre Blue.

As imagens foram fundamentais para conectar Evans ao crime e sustentar a acusação formal. Ele foi capturado em agosto de 2025, pouco mais de um mês após o roubo, e permaneceu detido preventivamente desde então. Sua prisão ocorreu ainda durante o período em que a turnê seguia em andamento, o que intensificou a cobertura do caso pela imprensa internacional.


O acordo judicial e a condenação

Com as evidências reunidas — incluindo as imagens das câmeras de segurança e os depoimentos dos profissionais lesados —, Evans optou por fechar um acordo com o Gabinete do Procurador Distrital do Condado de Fulton antes que o julgamento chegasse ao seu desfecho natural.

Ao se declarar culpado, o réu reconheceu formalmente sua participação no arrombamento do veículo e no furto dos pertences da equipe de Beyoncé. Em troca, a negociação resultou em uma pena de dois anos de prisão, acrescida de três anos de liberdade condicional a serem cumpridos após o término da reclusão.

A condenação foi confirmada em 13 de maio de 2026 e reacendeu o debate sobre a segurança nos bastidores de grandes produções artísticas. Casos como esse evidenciam a vulnerabilidade a que equipes de shows ficam expostas durante turnês — especialmente quando lidam com material exclusivo e de alto valor simbólico, como gravações inéditas de artistas do calibre de Beyoncé.


Beyoncé e a proteção de seu legado artístico

Beyoncé é conhecida por zelar com rigor pelo controle criativo de sua obra. Ao longo da carreira, a cantora construiu uma reputação de artista meticulosa, que mantém sigilo absoluto sobre seus projetos até o momento do lançamento. Álbuns como Lemonade, Renaissance e Cowboy Carter foram revelados ao público de forma surpreendente, sem vazamentos prévios — o que torna o episódio do roubo ainda mais grave do ponto de vista da integridade artística.

A existência de músicas inéditas em pen drives circulando nos bastidores da turnê mostra que, mesmo com toda a estrutura de uma produção de grande porte, imprevistos podem ocorrer. A condenação de Kelvin Evans representa não apenas uma resposta judicial ao crime cometido, mas também um sinal de que a Justiça americana leva a sério a proteção da propriedade intelectual no setor do entretenimento.


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